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Le réalisateur d’ A bout de souffle et chef de file de la Nouvelle Vague du cinéma français se verra décerner en novembre un Oscar d’honneur pour l’ensemble de son œuvre. Une reconnaissance d’Hollywood qui le consacre définitivement, si besoin est, comme un cinéaste incontournable.


A bout de souffle avec Jean-Paul Belmondo et Jean Seberg, Pierrot le fou, avec le même Belmondo et Anna Karina, Le Mépris avec Brigitte Bardot et Michel Piccoli,Je vous salue Marie, autant de longs métrage qui font de Jean-Luc Godard (AFP)un des pères de la Nouvelle Vague, ce mouvement majeur du cinéma français. Quelques décennies plus tard, Hollywood rend  hommage à ce grand cinéaste âgé aujourd’hui de 79 ans, en lui attribuant un Oscar d’honneur pour l’ensemble de sa carrière.

L’Académie des Arts et Sciences du cinéma à Los Angeles qui organise la cérémonie des Oscars a déclaré que le cinéaste « a écrit et dirigé pendant 50 ans des films audacieux et parfois controversés, qui ont fait de lui l’un des maîtres de l’avant-garde de l’histoire du cinéma ». L’entrée de Jean-Luc Godard
au panthéon des oscarisés le consacre désormais en tant que figure francophone incontournable du Septième Art. Un bel hommage pour celui qui fut également critique aux Cahiers du cinéma et qui a côtoyé des réalisateurs tels que  François Truffaut, Jacques Rivette, Eric Rohmer, Claude Chabrol et d’autres.

« Devenir immortel et mourir. »
Cette consécration n’est sans doute pas pour déplaire au cinéaste qui a fait répondre au romancier Parvulseco, un des ses personnages dans A bout de souffle, interrogé sur sa plus grande ambition dans la vie par Patricia/ Jean Seberg :  » Devenir immortel…et puis mourir. « 

Depuis 2009, l’Académie a décidé de ne plus remettre les Oscars d’honneur lors de la cérémonie des Oscars (qui se déroulera le 27 février 2011), mais au cours d’un événement séparé, non télévisé et organisé avant, (le 13 novembre prochain) dans la grande salle de bal du Kodak Theater, à Hollywood. Connu pour éviter les évènements publics, les organisateurs eux même ignorent si Jean-Luc Godard assistera à sa remise d’Oscar.

Source: Le petit journal


Claude Chabrol, referência do cinema francês como crítico e diretor


Referência do cinema francês como crítico e diretor, Claude Chabrol, que morreu neste domingo (12) na França, aos 80 anos, começou sua longa e prolífica carreira ao lado de François Truffaut e Jean-Luc Godard na revista « Cahiers du Cinema ». Chabrol, conhecido principalmente pelos filmes de suspense abertamente inspirados em Alfred Hitchcock e Fritz Lang, fez parte do grupo chamado de « os jovens turcos » de Andre Bazin, diretor da revista e mentor de todos eles. Esses jovens abalaram os alicerces do cinema francês nos anos 50 propondo uma quebra das amarras aos padrões vigentes e lançando uma proposta de liberdade e experimentação de novas formas de fazer filmes – o que resultou na chamada Nouvelle Vague.

Curiosamente, Chabrol se destaca do grupo justamente por ajudar na elaboração dessa proposta e, depois, quando realmente investe no cinema como diretor, apostar na artesania e nas formas mais canônicas do que exatamente no rompimento total com as regras. Sua extensa filmografia comprova a tese com folga e indica um artesão versátil, que passou por quase todos os gêneros, dos suspenses às comédias, passando pelos filmes de guerra, de espionagem e muitas adaptações literárias que se tornaram referências históricas, como por exemplo o seu « Madame Bovary » (1991), também momento fundamental de sua parceria com Isabelle Huppert.

Nascido nos anos 30, em Paris, Chabrol fugiu para o interior da França quando a Alemanha nazista ocupou o país. Entre suas brincadeiras preferidas na cidadezinha de Sardent estava incorporar os papéis de programador e projecionista numa improvisada sala de exibição montada em um celeiro. Esse pequeno teatro de ideias o levou a cultivar o gosto pelas cinematecas e cineclubes quando retornou a Paris, após o fim da ocupação e, logo em seguida, da 2ª Guerra Mundial. Foi assim que conheceu Truffaut, Godard e Eric Rohmer, que depois convidaram-lhe para ser redator da revista.

Paralelamente, Chabrol trabalhava na assessoria de imprensa da filial francesa da Fox, em Paris. Foi nesse período em que ele e Rohmer escreveram « Hitchcock », uma análise aguçada da obra do mestre do suspense. Foi também o início de sua carreira como diretor, com « Le Beau Serge » (1958), um filme considerado uma das sementes da Nouvelle Vague. Influenciado por Hitchcock e Lang, como se disse, Chabrol desenvolveu uma preferência por histórias de forte questionamento moral provocadas ou pela falta de encaixe dos personagens no mundo ou por uma forte sensação de perseguição ou ainda de culpa. Ou tudo isso ao mesmo tempo, como no ótimo « Ciúme – O Inferno do Amor Possessivo » (1994), em que o diretor mostra a ação do ciúme e o processo de loucura provocado em um marido tomado pela dúvida sobre se sua mulher o trai ou não.

Engraçado e divertido, Chabrol também cultivou a ironia tanto nos dramas quanto nas comédias, embora muitas vezes essa forma crítica de linguagem tenha sido confundida com um profundo cinismo. Em filmes recentes, como « A Comédia do Poder » e « Uma Garota Dividida em Duas« , essa distinção fica mais e mais difícil, até porque esse senhor calvo e de cabelos brancos que ajudou a contar e fazer a história do cinema francês sabia como ninguém observar e absorver o mundo ao seu redor para transformá-lo na tela e, quem sabe, na realidade.

Fonte: UOL

SESC em parceria com a Aliança Francesa de Santos

apresentam

MOSTRA 1959 – O ANO MÁGICO DO CINEMA FRANCÊS


A Mostra de filmes pretende levar ao público filmes inaugurais da chamada Nouvelle Vague francesa. Os filmes lançados em 1959 (e 1960) são de grandes diretores franceses.


Acossado (À Bout de Souffle) 1959. França. 90 min.
Direção: Jean-Luc Godard.
De forma inovadora e iconoclasta, narra a fuga de um ladrão parisiense. O filme foi um divisor na história do cinema, propondo uma nova aproximação ao espectador, entre muitas outras inovações técnicas e conceituais. Não recomendado para menores de 12 anos. Grátis.
14/08, sábado, às 18h e 25/08, quarta, às 20h.

Hiroshima Meu Amor (Hiroshima Mon Amour)1959. França/Japão. 90 min. Direção: Alain Resnais.
Narra o encontro de uma atriz e um arquiteto japonês nos 1950. Com diálogos literários, fotografia realista e rompimento da linearidade narrativa, o filme é reconhecido pela crítica como o mais sofisticado e bem-acabado da Nouvelle Vague. Não recomendado para menores de 16 anos. Grátis.
18/08, quarta, às 20h e 25/08, quarta, às 16h.

Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups)1959. França. 99 min.
Direção François Truffaut.
O filme é quase um documentário autobiográfico, com várias ações retiradas da própria vida do diretor. A narrativa é acerca de um dos assuntos mais caros à Nouvelle Vague, técnica e existencialmente: a liberdade. Não recomendado para menores de 14 anos. Grátis.
18/08, quarta, às 16h e 28/08, sábado, às 18h.

Pickpocket (Pickpocket)1959. França. 79 min.
Direção: Robert Lamy. Conta a história de jovem introspectivo e revoltado com a estrutura social, que começa a bater carteiras pelo prazer e a emoção de roubar. O filme é uma concretização das teorias de Bresson acerca do cinema: o diretor buscava acentuar a distinção da linguagem cinematográfica em relação a todas as outras. Livre para todos os públicos. Grátis
21/08, sábado, às 16h e 01/09, quarta, às 16h.

Quem Matou Leda? – (À Double Tour) 1960. França/Itália. 110 min.
Direção: Claude Chabrol. Com o uso de flashbacks e vinhetas, o diretor apresenta um thriller de infidelidade, obsessão e assassinato em um vinhedo da Provence. Nesse filme encontramos as principais características artísticas da Nouvelle Vague francesa nascente. Livre para todos os públicos. Grátis.
21/08, sábado, às 18h e 28/08, sábado, às 16h.

Local: Aliança Francesa de Santos

Rua Rio Grande do Norte, 98 – Tel. 3237 2403.


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