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Assisti um filme francês interessante aqui na França. Não tenho certeza se ele entrará em cartaz no Brasil, mas há sempre a possibilidade de encontrá-lo na Internet . Há vários sites franceses que vendem ou alugam filmes, tudo por download.

“Des lendemains qui chantent”, do diretor Nicolas Castro.

O filme concentra-se em 4 personagens da “ geração Mitterrand”  que crescem cada um com um grau de engajamento diferente.  A narração começa em 10 de maio de 1981, dia da eleição do presidente socialista François Mitterrand, e termina no dia 21 de abril de 2002, data na qual o candidato socialista Lionel Jospin perde o primeiro turno das eleições presidenciais.

O título do filme faz referência ao hino do partido socialista criado em 1977: “« Les voix des femmes / et les voix des hommes / Ont dû se taire beaucoup trop longtemps / Ne croyons plus aux lendemains qui chantent / Changeons la vie ici et maintenant / C’est aujourd’hui que l’avenir s’invente / Changeons la vie ici et maintenant. »

O filme recebeu críticas negativas e positivas também. Acredito que para os franceses, possa ser mesmo muito simplista e romanceado. Para nós, estrangeiros, uma maneira de descobrir um pouco mais da história e da política francesa (ainda que se trate de um filme, não de um documentário).

Crítica do jornal Le Parisien: “Même si elle aurait pu être plus incisive, cette comédie est bien écrite, souvent drôle et très attachante. »

Jornal Le Monde : « L’ambition du projet contraste cruellement avec la banalité des moyens employés, qui rappellent souvent les séries familiales de la télévision française. Reste un emploi insolent des archives de ladite télévision. »

Télérama : « (…) la petite histoire du film est vite écrasée (…) et l’intrigue amoureuse reste insignifiante. »

 

Sinopse em francês :

Olivier et Léon, deux frères qui sont montés à Paris et que la vie a éloigné… Si le premier se voit comme un journaliste sans concessions, le second est un communicant ambitieux et opportuniste. Noémie, une charmante conseillère présidentielle, n’arrive pas, au fil des ans, à choisir entre eux. Sous le regard amusé de Sylvain, leur ami d’enfance, qui a fait fortune dans le minitel rose, leurs destins se croisent sur 20 ans, s’entremêlent, au cours d’une épopée drôle, tendre et nostalgique, dans les années 80/90.

Source: Allociné

O jornal francês dá destaque ao trabalho de autoprodução da cantora brasileira Aline de Lima, que acaba de lançar seu terceiro CD, « Marítima ». Maranhense, ela vive em Paris há quase 12 anos.

“É preciso uma determinação de leão”, conta Aline ao Monde a respeito de seu empenho em se autoproduzir. Misturando falta de opção, coragem e sorte, o jornal mostra a artista como um modelo inovador para resistir à crise mundial fonográfica. Ou seja, sem o apoio de uma gravadora.

O primeiro CD de Aline, “Arrebol” foi produzido pela Naïve, de Vinícius Cantuária, em Nova York, em 2005. Acompanhado de uma campanha de marketing, o álbum vende os esperados 16 mil exemplares. Já seu segundo trabalho, Açaí, produzido com o japonês Jun Miyake, rende 10 mil cópias. São números razoáveis, mas em tempos de crise do disco, as pequenas gravadoras não podem mais “desenvolver o potencial” de um artista, explica Aline. Isso levou ao fim da parceria com a Naïve, no ano passado.

Aline mergulha em crise existencial, mas logo outra porta se abre do acaso. Emocionado com a versão que ela faz da canção francesa “Septembre”, de Barbara, um fã entra em contato com Aline através do blog da cantora e lhe propõe financiar um novo projeto. Munida de seu “estúdio portátil”, composto por um velho computador, cabos, microfones e programas de mixagem e montagem, Aline produz “Marítima”, a um custo de aproximadamente 8 mil euros. A versão digital custa 8 euros em várias lojas virtuais de música.

A cantora também tem o desafio de fazer sua própria propaganda. Para isso, ela usa e abusa de redes sociais da Internet, como Twitter e Facebook. Os vídeos mais ou menos improvisados também estão disponíveis no Youtube e ganham adeptos.

Aline se diz orgulhosa de seu percurso e acha que pode ser um exemplo diante do momento de ruptura do meio musical. A receita, diz ela ao jornal Le Monde, é comandar todos os aspectos de sua obra, “como um pintor”. 

Source: RFI

Le Monde

Posted on: 07/12/2009

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